O que era pra ser, possivelmente, o maior escândalo ocorrido dentro de um hospital no Brasil, agora caminha para uma das mais vergonhosas investidas da polícia civil no âmbito científico. Primeiramente venho a informação de que um policial estaria infiltrado dentro da UTI. Fato desmentido em seguida, para depois ser melhor esclarecido, dizendo que eles obtiveram a autorização mas acharam melhor não fazê-lo. Prudente não? Eu não gostaria de ter o meu medicamento trocado por um policial disfarçado.
A segunda evidência da atabalhoação da polícia é a troca dos verbos "raciocinar" por "assassinar", que virou munição para a defesa entrar com o pedido de Habeas Corpus da médica.
Mas a meu ver, o que é mais grave em tudo isso, é a falta de conhecimento científico, algo muito bem lembrado pelo advogado, multimidiático, Elias Matar Assad, em ponderar as falas dos médicos com o tipo e a carga de trabalho que eles são submetidos. Convenhamos que "desentulhar a UTI, que está me dando coceira", segundo a intensivista, nada mais é que um típico sintoma de esgotamento profissional que deve ser colocado no seu devido âmbito profissional.
Por enquanto as acusações são frágeis e a polícia precisa se respaldar de argumentos científicos para provar que ela assassinava um enfermo e não raciocinava, ou protestava contra seus doentes terminais.
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