terça-feira, 21 de maio de 2013

O império carioca tem nome

     Em mais um artigo inspirado, o articulista Elio Gaspari exemplificou bem como funciona o livre mercado e o intervencionismo governamental. Eike Batista, o multi imperioso macunaíma, quando lançou sua OGX, empresa de exploração de petróleo, na bolsa de valores, suas ações valiam algo em torno de R$ 12. Hoje derreteram ao patamar de R$ 1. O livre mercado é assim: Não perdoa jogada errada. 
     Mas o outro Eike, aquele que empresta jatinhos ao governo carioca, acaba de ganhar a concessão, junto com a Odebrecht, para gerir o Maracanã pelos próximos 35 anos e um complexo na Marina da Glória. 
     As obras do Maracanã custaram quase R$ 1 bi aos cofres da viúva. Na Marina da Glória, tombado como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Batista quer implantar um centro de convenção e um estacionamento, o que altera a concepção original do local. E pelo andar da carruagem ele ganha mais essa.  
     Ou seja: No mercado, onde reina (na maioria das vezes) a meritocracia, Eike vai mal. Nas tetas da viúva, local dominado pelo ombro amigo, o império só cresce. 

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