Premiado
em seis categorias no 40º Festival de Gramado, incluindo melhor filme, melhor
roteiro, e melhor ator, dividido entre Thomas Vinícius de Oliveira e Emanuel de
Sena, o curta metragem "Menino do Cinco", retoma a já quase esquecida temática
da luta de classes no país.
Gravado
na Bahia, vizinha do recifense Kleber Mendonça, diretor do prestigiado “O som
ao redor”, parece fazer parte de uma nova abordagem de cinema em que a classe
média tem papel central na temática dos filmes.
O
menino do cinco, asmático e solitário, encontra um cachorro perdido no gramado
do prédio e decide adotá-lo, sem saber que o animal pertence ao garoto que mora
na praça perto da sua casa. Recriando um clima de tensão sobre os dois, uma vez
que o menino da praça quer o seu cachorro de volta, o ápice da história se dá
quando o menino da praça invade o apartamento para recuperar o cachorro. Em um
impulso, com o objetivo da negação da derrota, o menino do cinco, acostumado a
ter tudo para si, sabe que irá perder, mas também não deixará o outro ganhar.
Sem
panfleto, com a câmera passeando com liberdade no interior e no exterior do
prédio, os diretores Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira, aborda o distanciamento
das relações afetivas entre pai e filho, entre filho e cidade e entre espaços
que não se completam. O que soa como uma crítica à sociedade moderna.
P.S: Texto para a oficina de crítica cinematográfica.
P.S: Texto para a oficina de crítica cinematográfica.

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