Quando terminei meus afazeres e sentei na frente da TV para acompanhar o jogo do Trétis, não acreditei quando vi que o furacão fora escalado no meio de campo com Zezinho, Paulo Baier e Liguera. Confesso que há tempos não via alguma time no Brasil jogar sem volantes.
O recuo dos meias para atuar como volante é algo comum no futebol praticado hoje em dia na Europa. No Brasil isso também acontece, só que ao contrário. Volantes são adiantados para a meia. Além do Barcelona, que só tem Busquets como um volante real, alguns time do futebol alemão jogam assim.
Carrasco até pode não dar certo no Atlético, pelo seu jeitão de ser e tal, mas a sua leitura de futebol é muito inovadora. Marcando dentro do campo adversário, a zaga jogando em linha, erroneamente apelidada por aqui de "linha burra" e prendendo um dos laterias, geralmente o direito, o uruguaio Carrasco está certo ao dizer que nenhum time do Brasil joga como o Atlético. Ele peca porem ao dizer que o Atlético joga o melhor futebol do país. Há times melhores.
O treineiro uruguaio é tão inovador que nem a crônica esportiva paranaense consegue assimilar a sua filosofia. Escutando o jogo hoje em uma rádio da capital enquanto não podia ver, o comentarista clamava por Alan Bahia. Ele dizia que o Baier joga muito para estar atuando como volante. E quando ele fez o gol então, foi o êxtase para o comentarista.
Será que ele sabe que o Baier só está jogando bem assim porque ele vem detrás. Ele lança e vai quietinho para o ataque e de repente a bola sobra lá para ele. Baier jogando assim lembra os antigos armadores, os que jogavam com a 8. Porque quem joga com a 10 não é o cabeça pensante do time. A história mostra isso. Pelé, Maradona, Zico, Messi.... Todos esses foram artilheiros no seu time. São meia atacantes e não meia armadores.
Será que o Tostão acompanha o campeonato paranaense? Acho que não. Ele ficaria encantado com o jeito do atlético jogar. Talvez não com o time, mas a forma de jogo do Atlético é no mínimo bacana.
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