segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ronaldo decreta a morte do jornalismo esportivo da rede globo

A contratação do grande, mesmo, jogador de futebol Ronaldo para comentarista de futebol na rede globo, é sintomático ao revelar o quanto que os interesses se sobressaem a credibilidade da transmissão. Agora agente e promotor de eventos, o mínimo que se poderia esperar de tal desportista seria a negação do convite para participar das transmissões, porque no objeto de análise do Ronaldo, jogos da seleção brasileira, alguns jogadores são gerenciados por ele. Por exemplo, Neymar, a maior estrela do escrete.
O ufanismo que somos obrigados a suportar de Tino Marcos, com aquele bom mocismo, desprovido de informações relevantes sobre o assunto que cobre. E o tom paternalista da voz de Galvão Bueno, já uma caricatura de si mesmo, revela o quanto de nocivo, na vitória ou na derrota, teremos que aguentar.
A pequena abertura para a real informação vem mesmo dos canais ESPN. No singular, porque a Sportv é um arremedo de Globo, e a FOX já engatinha para o lado torto da força.
Nenhum crítico, comentarista ou analista, domina mais o seu objeto de estudo que Paulo Vinícius Coelho (PVC). Ele parece conhecer tudo sobre futebol, pelo menos no campo da razão. Destrincha esquemas táticos, posicionamento de jogadores como se fosse um enxadrista. E é aí a única falha do comentarista. Ele esquece que o futebol nem sempre tem lógica. Um esporte onde o caos impera, nem sempre há explicação para tudo.
É nesse momento que paramos para ler Tostão. Não se engane. Ele tem uma legibilidade do futebol também magnífica. Embora saiba, ele mais que ninguém, pois atuou na melhor seleção de todos os tempos como centroavante, diferentemente de como jogava no Cruzeiro, que nem sempre os números explicam o "onze de cá, onze de lá. E o bate-bola do meu coração".
Se isso fosse possível o comentarista perfeito seria uma dose da informação do PVC, a poesia de Tostão e a pornografia de Nelson Rodrigues. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário